quinta-feira, 16 de outubro de 2025
domingo, 16 de março de 2025
quinta-feira, 23 de março de 2023
As três Mensagens angélicas
Introdução
A compreensão das três mensagens angélicas que vamos estudar, é de vital importância, pois estas mensagens destinam-se a todos os habitantes da Terra.
"Foram-me mostrados três degraus - a primeira, a segunda e a terceira mensagens angélicas. Disse o meu anjo assistente: " Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das pessoas depende da maneira em que são elas recebidas." - Livro Primeiro Escritos pag.258-259; TS 2:156.
Importa que a boa nova da salvação ou evangelho eterno seja proclamado em todos os povos da Terra. Num tempo em que todo o mundo está em trevas e desencaminhado por sistemas do erro e falsas doutrinas, é urgente esclarecer o povo do que consta o evangelho eterno, ou seja, aquelas verdades que guiaram o povo de Deus desde o princípio do mundo, são verdades ainda hoje.
E as consequências do anúncio deste evangelho se prolongarão pela eternidade. Assim, importa que a forma do verdadeiro culto, a espiritualidade da lei de Deus, a observância dos dez mandamentos, a santificação do sábado conforme ordena o 4.o mandamento em
oposição ao falso dia de descanso do primeiro dia - o domingo e a obra de Cristo como sacerdote e advogado no Céu, o significado do juízo investigativo em andamento e a queda espiritual das igrejas apóstatas, etc., sejam divulgadas em sua pureza.
Não se prevê que todo o mundo se vá converter, mas que todas as nações ouvirão a advertência final, todos deverão ter a sua última oportunidade.
O significado dos três anjos ?
O povo remanescente de Deus é escolhido para anunciar ao mundo estas mensagens solenes, representadas por anjos a voar pelo meio do céu.
É certo que anjos literais também ajudam os santos de Deus empenhados na sagrada tarefa de proclamar o evangelho puro e eterno. Anjos invisíveis conduzem os servos de Deus às casas onde almas sinceras estão orando em busca da verdade e assistem aos santos em suas tarefas. Mas, não é aos anjos literais que cabe darem estas mensagens.
Portanto, estes três anjos têm caráter simbólico, representam sucessivas organizações religiosas que foram por Deus encarregadas de executar esta obra.
"Quando Deus envia aos homens advertências tão importantes que são representadas como proclamadas por santos anjos a voar pelo meio do céu, Ele requer que toda pessoa dotada de faculdade de raciocínio atenda à mensagem." - GC 594.
"Os três anjos de Apocalipse 14 representam o povo que aceita a luz das mensagens de Deus, e vão como agentes Seus fazer soar a advertência por toda a extensão e largura da Terra." - livro Testemunhos Seleto vol. 2pag.156.
( E também no livro A Exposição Profética do Apocalipse é uma série de estudos do Apocalipse aplicados aos nossos dias. Pag.207 )
Qual a importância do estudo de Apocalipse em ligação com Daniel?
"Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá. ... Nós, com todas as nossas vantagens religiosas, deveríamos conhecer hoje muito mais do que conhecemos. Anjos desejam contemplar as verdades reveladas ao povo que com coração contrito está examinando a Palavra de Deus, e orando por maiores extensões e amplitudes e profundezas e alturas do conhecimento que somente Ele pode dar." - TMOE 116.
"O livro de Daniel é descerrado na revelação a João, e nos transporta para as últimas cenas da história da Terra. Terão nossos irmãos em mente que estamos vivendo em meio aos perigos dos últimos dias? Lede Apocalipse em conexão com Daniel. Ensinai essas coisas." - TMOE 115.
Porque tem havido tão pouco interesse pelo estudo do Apocalipse?
"Por que, pois, esta dilatada ignorância com respeito a uma parte importante das Sagradas Escrituras? Por que esta relutância geral em pesquisar-lhes os ensinos? É o resultado de um esforço estudado do príncipe das trevas para esconder dos homens o que revela os seus enganos. Por esta razão, Cristo, o Revelador, prevendo a luta que seria ferida contra o estudo do Apocalipse, pronunciou uma bênção sobre os que lessem, ouvissem e observassem as palavras da profecia." - livro Grande Conflito pag. 342.
O valor do Estudo do Apocalipse.
"Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos do Novo Testamento, está cheio de verdade que precisamos compreender. Satanás tem cegado o espírito de muitos de modo que se têm contentado com qualquer desculpa por não tornarem o Apocalipse motivo de seu estudo. Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João declara aqui o que será nos últimos dias; e Ele diz: "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas." (Apoc. 1:3)." - TMOE 116 -117. ( ExpoApoc. Pag.14 )
" Vi então o terceiro anjo. (Apoc. 14:9-11.) Disse meu anjo acompanhante: "Terrível é sua obra. Tremenda sua missão. Ele é o anjo que deve separar o trigo do joio, e selar, ou atar, o trigo para o celeiro celestial. Essas coisas devem absorver toda a mente, a atenção toda"." - Primeiros Escritos, pág. 118.
“E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo,
Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação.
E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão,
Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.
E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.
Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor.” ( Apocalipse 14:6-13 )
( Desde agora morrem no Senhor, desde 1844. )
“E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória.
E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável.
Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber, dai-lhe a ela em dobro.
Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto.
Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.
E os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;
Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela forte cidade! pois em uma hora veio o seu juízo.
E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém mais compra as suas mercadorias:
Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho fino, e de púrpura, e de seda, e de escarlata; e toda a madeira odorífera, e todo o vaso de marfim, e todo o vaso de madeira preciosíssima, de bronze e de ferro, e de mármore;
E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e corpos e almas de homens.
E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.
Os mercadores destas coisas, que dela se enriqueceram, estarão de longe, pelo temor do seu tormento, chorando e lamentando,
E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.
E todo piloto, e todo o que navega em naus, e todo marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe;
E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada.
Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.
E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.
E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;
E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” ( Apocalipse 18:1-24 )
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
O VINHO QUE JESUS BEBIA
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
Mensagens Escolhidas 1
Mensagens Escolhidas 1
Introdução
A apresentação de livros que levam o nome de Ellen G. White abaixo do título, se bem que apareçam décadas depois da morte da autora, demanda uma palavra de explicação. Ela trará ao leitor certeza de que Mensagens Escolhidas e outras obras do Espírito de Profecia que têm aparecido desde a morte da autora em 1915, são publicadas em harmonia com as deliberações expressas da vontade da Ellen. G. White. {Livro Mensagns Escolhidas vol.1 pag.9.1}
Ao tempo de sua morte, a mensageira do Senhor deixou como perdurável tesouro à igreja um conjunto de mais de 100 mil páginas de matéria, que consiste em seus livros correntes, 4.500 artigos em revistas denominacionais, dezenas e dezenas de folhetos, brochuras, livros esgotados, e seus manuscritos, diários e cartas. {ME1 9.2}
Constituía assunto de grande preocupação para Ellen. White durante seus últimos anos de vida, o uso futuro e sempre ampliado das mensagens proféticas a ela confiadas. A 9 de Fevereiro de 1912, em sua última vontade e testamento, ela tomou providências definidas para a continuação do cuidado com suas obras escritas. Foram por ela escolhidos cinco homens para servirem, enquanto vivessem, como membros de uma permanente Comissão de Depositários responsáveis pelo cuidado de seus escritos. {ME1 10.1}
Para esta importante tarefa, Ellen White escolheu dirigentes da denominação que tinham grandes responsabilidades na administração da igreja. As pessoas mencionadas por ela para servirem de depositárias, foram: Artur G. Daniells, então presidente da Associação Geral; Francis M. Wilcox, então redator da Review and Herald; C. H. Jones, por muitos anos gerente da Pacific Press; Clarence C. Crisler, um de seus secretários, que veio da Associação para seu serviço, e que, depois de sua morte, foi para o Extremo Oriente como secretário da Divisão; e Guilherme C. White, seu filho, que, depois da morte do Pastor Tiago White em 1881, viajara sempre com sua mãe e a ajudara na publicação de seus escritos, e em outras maneiras. {ME1 10.2}
As instruções da Ellen White a essa comissão providenciaram autorização para a publicação contínua de seus livros, para a distribuição sempre mais ampla desses volumes em outras línguas, e para “impressão de meus manuscritos”. {ME1 10.3}
Esperava ela que, à medida que a igreja crescesse e se deparasse com novas necessidades e entrasse em novas crises, houvesse maior demanda de compilações de seus escritos apresentando os vários ramos de instruções reunidas de seus manuscritos, livros e artigos de revistas. {ME1 10.4}
Desde a morte da
Ellen White a biblioteca de livros de sua pena tem sido aumentada
para incluir as seguintes obras publicadas nesta
seqüência:
Fundamentos da Educação Cristã (1923)
Conselhos
Sobre Saúde (1923)
Testemunhos Para Ministros e Obreiros
Evangélicos (1923)
Serviço Cristão (1925)
Mensagens aos
Jovens (1930)
Medicina e Salvação (1933)
Conselhos Sobre
o Regime Alimentar (1938)
Conselhos Sobre a Escola Sabatina
(1938)
Conselhos Sobre Mordomia (1940)
Evangelismo
(1946)
Counsels to Writers and Editors (1946)
História da
Redenção (1947)
Temperança (1949)
Beneficência Social
(1952)
O Lar Adventista (1952)
Minha Consagração Hoje
(1952) (Meditações Matinais)
O Colportor Evangelista
(1953)
Orientação da Criança (1954)
Filhos e Filhas de
Deus (1955) (Meditações Matinais) {ME1 10.5}
Em acréscimo a esses livros foi reunido a cada um dos sete volumes de The Seventh-day Adventist Bible Commentary um suplemento de matéria de Ellen G. White. {ME1 11.1}
Mensagens Escolhidas é um tipo único de compilação, visto procurar reunir e por permanentemente à disposição, não somente valiosos artigos de revistas e declarações de manuscritos, mas também certos inapreciáveis panfletos e folhetos antigos atualmente esgotados. Incluídos nos conselhos aqui apresentados encontram-se suas declarações sobre a inspiração escritas de meados a fins de 1880, suas observações quanto às “duas leis”, escritas cerca da passagem do século, o panfleto “Devem os Cristãos Ser Membros de Sociedades Secretas?” publicado em 1893, mensagens de conforto aos aflitos ou aos que se acham em face da morte e um bom grupo de artigos de revistas tratando extensamente de pontos centrais de doutrina. Certos assuntos dentre esses foram trazidos à atenção da igreja mediante reedições dos artigos da Ellen White em nossas revistas e folhetos, e em alguns casos por meio de citações em livros de outros autores tratando do Espírito de Profecia, mas essas fontes não podem ser incluídas no índice dos Escritos de Ellen G. White. {ME1 11.2}
Mensagens Escolhidas, vols. 1 e 2, incluem itens já publicados em Notebook Leaflets, conhecidos anteriormente como Folhetos de Elmshaven. Esses folhetos-miscelânea tratando de muitos assuntos têm sido altamente apreciados. Não poucos dos documentos dos quais eles haviam sido tirados, entretanto, foram no decorrer dos anos subseqüentes incorporados em livros como o Medicina e Salvação, e O Lar Adventista, e em outros casos aparecem nesses livros mais recentemente publicados, declarações idênticas. As porções que ainda têm lugar destacado no apresentar conselhos e instruções, foram incluídas em Mensagens Escolhidas. Daí não ser mais necessário editar os Notebook Leaflets. A publicação destes volumes torna possível também a apresentação de pequenos grupos de matéria escolhida não publicada anteriormente, mas que será grandemente apreciada. {ME1 11.3}
As várias seções nesses volumes não são absolutamente relacionadas. Encontrar-se-á no início de cada, seção uma declaração introdutória, dando o fundo dos itens que aí aparecem. Aqui e ali, através do texto, acham-se notas explanatórias. Estas não são inseridas para fins de interpretação dos conselhos, mas para chamar a atenção às circunstâncias e situações especiais que podem ter tido uma relação com os pontos apresentados. {ME1 11.4}
Esta obra, Mensagens Escolhidas, foi compilada nos escritórios das Publicações de Ellen G. White, sob a coordenação da Comissão de Depositários das Publicações de Ellen G. White, e por seu corpo de obreiros. Declarações introdutórias são assinadas por esta comissão, e notas explanatórias, aprovadas pelos depositários, são assinadas pelos “Compiladores”. {ME1 11.5}
Livro Mensagens Escolhidas é incluído no novo Índice dos Escritos de Ellen G. White [em inglês]. Que esses volumes publicados tantos anos depois da morte da Ellen White tragam à igreja em forma permanente instruções que sejam úteis no cumprimento de nossa tarefa designada por Deus, eis a sincera oração e o desejo dos Editores e da Comissão de Depositários do Patrimônio Literário White. {livro Mensagens Escolhidas vol.1 pag.11.6}
terça-feira, 20 de setembro de 2022
DANIEL 3: A DESFORRA
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
PROFETAS SONHOS E VISÕES
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
O MOVIMENTO DA IGREJA EMERGENTE
Há dez anos (em 2012) foi publicado nos EUA um livro, escrito por Rick Howard, um pastor ASD norte-americano (falecido a 3 de novembro de 2015), com um título e sobretudo um conteúdo muito significativos: "The Omega Rebellion - What Every Adventist Needs to Know... Now / A Rebelião Ómega - O Que Cada Adventista Precisa de Saber... Agora" (https://remnantpublications.com/the-omega-rebellion.html).
Este foi um livro cuja leitura me foi difícil, porque penosa, pois, claramente, ao ler este livro, senti que as forças do mal tudo fizeram para me desencorajar a leitura. Mas não desisti, embora tivesse necessitado de um ano e meio para concluir a leitura, ou melhor, o estudo do mesmo - desde 19 de fevereiro de 2013 (data em que recebi o livro, em minha casa) a 28 de agosto de 2014 (data em que terminei a sua leitura), tempo esse de leitura que foi sobretudo concentrado no meu tempo de férias, nos verões de 2013 e de 2014. Este tema, na altura, estava em plena "efervescência", não apenas nos meios ASD, mas igualmente, e diria mesmo, sobretudo nos meios evangélicos norte-americanos.
A 23 de outubro de 2013, ou seja, durante esse período em que estava a ler o livro supracitado, o corpo docente da Escola de Religião da Southern Adventist University / Universidade Adventista do Sul, nos EUA, emitiu publicamente, no website dessa mesma Universidade (https://www.southern.edu/.../religion/facultystatement.html), um comunicado ou uma declaração, procurando (cito) "encorajar o reavivamento e a reforma espirituais e partilhar esta afirmação de uma autêntica crença bíblica como é expressa nas 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia" (fim de citação). A razão invocada para a necessidade dessa declaração foi claramente apresentada como uma (cito novamente) "resposta ao crescente impacto da IE [Igreja Emergente] nas igrejas, faculdades e universidades adventistas do sétimo dia" (fim de citação). Por outras palavras, "o corpo docente" da Escola de Religião dessa Universidade Adventista localizada em Collegedale, no estado do Tennessee, sentiu a necessidade de emitir essa declaração, pois CONSTATAVA que estava a haver um (palavras deles!) "crescente impacto da IE [Igreja Emergente] nas igrejas, faculdades e universidades adventistas do sétimo dia".
Sim, que esse movimento estava a ter um "crescente impacto" nas "universidades adventistas do sétimo dia", disso eu próprio já tinha tomado conhecimento, em abril de 2012, quando estive alojado por uma semana no Campus Adventiste du Salève / Campus Adventista do Salève (CAS) (https://www.campusadventiste.edu/) durante o tempo em que dirigi uma semana especial na Igreja Lusófona de Genebra (na Suíça), a cerca de 10 km do referido campus. Nessa altura, e sobretudo durante o tempo da refeição do almoço no refeitório dessa Instituição Adventista de ensino, tive contacto com um grupo de alunos portugueses de teologia, que me descreveram algumas coisas praticadas e ensinadas na Faculdade Adventista de Teologia que me deixaram, literalmente... estarrecido! Se tivesse sido apenas um aluno a contar-me o que me foi contado, confesso-vos que eu não teria acreditado no que estava a ouvir, mas não era um aluno, eram seis, e todos afirmavam... O MESMO!
Duas coisas que ouvi, e que me marcaram:
1ª) logo no primeiro ano de teologia, os alunos eram obrigados a irem, durante um fim de semana, a um retiro num convento católico-romano em França ou na Itália. Objetivo pretendido: levar os alunos de teologia a terem contacto com outras espiritualidades!!! Um aluno recusou-se a ir a esse retiro e o professor deu-lhe nota zero!
2ª) os alunos de teologia não podiam citar Ellen White nos seus vários trabalhos de pesquisa. Um outro aluno desobedeceu a essa ordem, citou Ellen White num trabalho que fez, e a professora riscou a vermelho todas as citações de Ellen White que ele tinha colocado no seu trabalho de pesquisa. Razão invocada: Ellen White não foi uma teóloga, logo não deve ser usada numa Faculdade de Teologia!!! Eu, pessoalmente, confio muito mais num profeta/profetisa do SENHOR do que em dezenas ou mesmo centenas de teólogos!
Eu próprio fiz o meu curso de teologia nessa Instituição (CAS), no início dos anos 90 (do século passado e até do milénio passado! LOL). É verdade que, na altura do meu curso, eu pude perceber que algumas coisas que aí eram ensinadas não eram muito ortodoxas - sobretudo por introduzirem conceitos da psicologia na teologia! Eu estava bem familiarizado com os conceitos da psicologia, visto ter frequentado um curso de psicologia, na Universidade de Lisboa, durante quatro anos letivos (de 1986 a 1990), isto antes de ter ingressado no curso de teologia, em França, a 6 de setembro de 1990. Mas agora, cerca de 20 anos depois, a FAT (Faculdade Adventista de Teologia) estava a atingir níveis muitíssimo baixos de uma clara e descarada apostasia espiritual!!!
No início do ano letivo de 1993/94, um novo professor de teologia chegou à FAT, acabado de se formar na Universidade (Adventista) de Andrews com um doutoramento em teologia. Tive logo esse novo professor nesse ano letivo, em duas disciplinas do meu 4º e último ano de teologia - uma disciplina denominada "Administração da Igreja" (em que o Manual de Igreja foi "dissecado" ponto por ponto) e numa outra disciplina denominada (aqui já não estou muito certo do nome da mesma, mas penso que era) "Crescimento da Igreja". Tudo correu bem na primeira disciplina mencionada, mas, na segunda, o professor trazia para as aulas muitas fotocópias de artigos publicados nos EUA de Igrejas que eram conhecidas como mega-igrejas e giga-igrejas.
Confesso que, na altura, tudo aquilo era novo, para mim! Mas, a determinada altura, não me contive mais e, no final de uma aula, fui falar com o professor, e perguntei-lhe se poderia ter um tempo para falar com ele em privado. Ele anuiu e no dia e hora marcados, o professor recebeu-me no seu gabinete da FAT. Disse-lhe logo, no início do nosso diálogo, que não iria estar com rodeios e que iria direto ao assunto. Ele concordou e eu disse-lhe aquilo que me ia no coração: "Professor, por que razão há necessidade de aprendermos métodos de crescimento da Igreja em igrejas apóstatas, se temos tudo o que precisamos saber na Bíblia e no Espírito de Profecia?" Depois de ter dito isto, confesso que me passou, "em relâmpago", o seguinte pensamento pela mente: "pronto, já estou chumbado nesta disciplina! Mas seja o que Deus quiser!" Para meu espanto, o professor teve uma atitude muito gentil para comigo, e deu-me uma série de "justificações" para o seu procedimento académico.
Bom, verdade seja dita, nenhuma dessas "justificações" me convenceu, mas, pelo menos, fiquei satisfeito com a atitude dele para comigo. Nas aulas seguintes, NADA MUDOU, mas senti que o professor me olhava agora com algum respeito e quando eu pedia para intervir, ele permitia-me logo que eu falasse (agora penso que, como ele ficou consciente de que não tinha conquistado a minha mente/razão, pelo menos estava a tentar conquistar o meu coração/sentimento).
Só uns tempos mais tarde, ao ler um outro livro, nos anos de 2005/6 ("Hidden Heresy - Is spiritualism invading Adventist churches today? / Heresia Oculta - Está o espiritualismo invadindo as igrejas adventistas hoje?") (https://adventistbookcenter.com/hidden-heresy-timeless...), escrito por um pastor ASD norte-americano, que eu tinha conhecido pessoalmente em Collonges e que era, na altura em que escreveu e publicou este livro, presidente da União do Pacífico (da Divisão Norte-Americana), É QUE EU PERCEBI, pela primeira vez, que, afinal de contas, a minha perceção naquelas aulas de "Crescimento da Igreja" estava... corretíssima, porque, segundo o que o Pr. Thomas Mostert (autor deste livro) demonstrava neste seu livro, o espiritualismo estava mesmo a entrar nas igrejas adventistas, através das... mega-igrejas e das giga-igrejas!!! Eu agradeci a Deus pelo discernimento que Ele me tinha dado na década anterior, pois eu sabia que alguma coisa não estava bem no ensino daquele professor e, por conseguinte, rejeitei em absoluto o que ouvi dele nessas aulas (a ponto de nem sequer me lembrar do conteúdo específico das aulas - ainda bem por isso!). A única coisa que me lembro bem - até hoje - é que o professor defendia o seu procedimento, dizendo que podíamos abstrair-nos do facto de serem diferentes as crenças doutrinárias entre essas igrejas e a nossa, e aprendermos muito com os métodos empregues por essas igrejas, métodos esses que estavam a conduzir essas mega e giga-igrejas a um crescimento explosivo!!!
Na altura em que estava a estudar o movimento da Igreja Emergente (como disse, em 2013/4) um Irmão tornou-me conhecido este website: https://digitalcommons.andrews.edu/dmin/239/ Eu nem queria acreditar no que estava a ver!!! Aí estava a "prova dos nove"! Numa página web da Universidade de Andrews estava, "preto no branco", o conteúdo da tese de doutoramento desse meu professor de teologia que tive, como disse, no ano letivo de 1993/4. O título da sua tese de doutoramento: "A Design for Spiritual Formation During the Academic Life of the Adventist Seminary Students at Collonges-sous-Saleve, France / Um Projeto para a Formação Espiritual Durante a Vida Académica dos Estudantes do Seminário Adventista em Collonges-sous-Saleve, França". E, mais especificamente, é dito nessa página web isto:
"Problema. Este relatório de projeto aborda o problema da falta de prática de uma formação espiritual para os alunos do seminário de Collonges-sous-Saleve, França.
Método. O relatório do projeto é desenvolvido em quatro etapas: Em primeiro lugar, investiga como a espiritualidade foi abordada no meio católico-romano e protestante. Em segundo lugar, explora o pano de fundo da espiritualidade adventista do sétimo dia. Terceiro, concentra-se nas Epístolas Pastorais no que diz respeito às preocupações espirituais de Paulo para os líderes da igreja. Quarto, reconhece outras necessidades dos seminaristas que devem ser consideradas à luz da espiritualidade.
Resultados.
Este relato confirma, após reflexão, que a espiritualidade é essencial para a formação profissional dos ministros. Portanto, exige que uma estratégia espiritual cristã se torne uma prioridade na prática da espiritualidade no seminário, e particularmente no Seminário Adventista do Sétimo Dia de Collonges-sous-Saleve, França, para o qual este programa foi projetado.
Conclusões.
A conclusão é que faz parte da responsabilidade do seminário estar atento ao desenvolvimento da vida espiritual dos estudantes de teologia e oferecer uma formação espiritual adequada para permitir uma sensibilização e crescimento nessa área."
Talvez alguns de vós estareis, agora, a perguntarem-se: e... o que é que este doutoramento tem de especial? Pois bem, aqui vai a resposta: o que tem de especial é que essa tese de doutoramento foi a apresentação de um plano ou de uma estratégia para se implementar no Seminário Adventista de Collonges-sous-Saleve, França, a... FORMAÇÃO ESPIRITUAL, a componente essencial do movimento da Igreja Emergente (IE), que é a espiritualidade praticada e ensinada pelos discípulos de Inácio de Loyola, o fundador da "Companhia de Jesus" (vulgarmente conhecidos por "jesuítas")!!! Já perceberam, agora, como "o círculo se fechou"? Conseguem agora perceber como, em 2013, "o corpo docente" da Escola de Religião da Universidade Adventista do Sul sentiu a necessidade de emitir uma declaração, por CONSTATAR que estava a haver um "crescente impacto da IE [Igreja Emergente] nas igrejas, faculdades e universidades adventistas do sétimo dia"?
E eu que pensava, em 2012, que este fenómeno da IE era apenas em Collonges! "Santa" ingenuidade a minha! Era não só em Collonges, mas sim "nas igrejas, faculdades e universidades adventistas do sétimo dia" ao redor do mundo! E esta é a REALIDADE, amigos!
Querem-me convencer, como já o tentaram fazer inúmeras vezes, que eu estou a exagerar! Não estou, nem nunca estive! Antes estivesse - era o que eu mais desejava! Mas... os FACTOS estão à vista de todos! E são públicos, pelo que não me podem acusar de estar a revelar segredos! Em segredo estive eu estes anos todos! Chegou a hora de apresentar os - repito! - FACTOS! Porque, quando me tentam fazer calar, quando tentam denegrir a minha imagem e o meu ministério, ao qual o SENHOR desta Obra me chamou, pela Sua enorme Graça e Misericórdia, sinto que chegou a hora de eu... "contra-atacar"... em legítima defesa pessoal! Quiseram fazer guerra comigo! Eu tentei ficar passivo! Mas chegou a hora de eu entrar, também, na guerra! E aqui estou, determinado não tanto a defender a minha honra pessoal, mas sobretudo a honra desta Igreja a qual amo - porque é a detentora da Verdade Presente para este tempo e época! - e da qual me querem fazer sair, como seu ministro ordenado! Não irei ceder, pois ESTOU FARTO de ver tanta injustiça e tanta hipocrisia entre aqueles mesmos que deveriam ser os que as deveriam combater, em primeiro lugar!
Quero terminar, com duas citações do primeiro livro a que fiz referência neste meu post (a primeira delas é do EP, e a segunda é um tipo de resumo geral de todo o livro):
1ª) "Se Deus tem alguma nova luz a comunicar, Ele permitirá que os Seus escolhidos e amados a compreendam, sem que precisem ter a mente iluminada por ouvir os que estão em trevas e erro. Foi-me mostrada a necessidade dos que creem estarmos tendo a última mensagem de misericórdia, de se SEPARAREM dos que estão diariamente a absorver novos erros. Vi que nem jovens e nem velhos devem assistir às suas reuniões; pois é errado assim encorajá-los enquanto ensinam o erro que é veneno mortal para a alma e doutrinas que são mandamentos de homens. A influência de tais reuniões não é boa. Se Deus nos libertou de tais trevas e erros, devemos ficar firmes na liberdade com que Ele nos tornou livres e regozijar na verdade. Deus desagrada-Se de nós quando assistimos ao erro sem a isso sermos obrigados; pois a menos que Ele nos envie a essas reuniões onde o erro é inculcado ao povo pelo poder da vontade, Ele não nos guardará. Os anjos cessam o seu vigilante cuidado sobre nós, e somos deixados aos açoites do inimigo, deixados a ser entenebrecidos e debilitados por ele e pelo poder dos seus anjos maus; e a luz ao nosso redor fica contaminada com as trevas." (Ellen White, Primeiros Escritos, pág. 124; minha ênfase em maiúsculas)
À luz desta citação inspirada, o que acham, então, que acontece com todos aqueles que, consciente e voluntariamente, se dispõem a ir estudar teologia em universidades de "Babilónia" (protestantes e mesmo católico-romanas)? Estão esses ministros preparados para serem líderes da Igreja Remanescente do SENHOR?!? Foram eles aprender nessas universidades os melhores métodos de apresentarem as três mensagens angélicas ao mundo - sendo que a segunda mensagem angélica anuncia a queda de "Babilónia"?!?
2ª) "Satanás enganou astutamente alguns adventistas do sétimo dia a pensar que podem dialogar ou estudar os ensinamentos de outras denominações ou organizações protestantes para obter teologia esclarecida ou melhores métodos de evangelismo. Infelizmente, alguns adventistas do sétimo dia têm feito isso num nível PROIBIDO no Espírito de Profecia. Embora não haja nada de errado em manter abertas as portas de comunicação com outros corpos religiosos, há um conselho definitivo contra BUSCAR APRENDER OS SEUS MÉTODOS E ENSINAMENTOS PARA O NOSSO PRÓPRIO BENEFÍCIO. Isso é exatamente o que alguns têm estado a fazer, e isso resultou na mistura dos seus métodos e ideias com os nossos, abrindo as portas para a propagação e prática do espiritualismo católico-romano na forma de formação espiritual e da sua "oração contemplativa/mística". Como descobrimos, isso é, na realidade, um misticismo antigo e está varrendo o cristianismo evangélico de hoje, uma forma de espiritualismo que não é incomum aos enganos do fim dos tempos." (Rick Howard, A Rebelião Ómega, pág. 212; itálico do original convertido para maiúsculas)
Que o SENHOR continue a guiar e a conduzir a Sua Igreja para esta poder enfrentar, com coragem, o enorme "iceberg" da apostasia ómega, que está mesmo diante dos nossos olhos
terça-feira, 5 de outubro de 2021
sábado, 2 de outubro de 2021
OS CRIMES DOS PAPAS MISTÉRIOS E INIQUIDADES DA CORTE DE ROMA,
OS CRIMES DOS PAPAS MISTÉRIOS E INIQUIDADES DA ...
OS CRIMES DOS PAPAS MISTÉRIOS E INIQUIDADES DA
CORTE DE ROMA, um Clássico da Literatura Mundial.
Este livro descreve:
MORTES, ENVENENAMENTOS, PARRICÍDIOS, ADULTÉRIOS, INCESTOS, LIBERTINAGENS E TORPEZAS DOS PONTÍFICES ROMANOS DESDE S. PEDRO ATÉ O SÉCULO IX, CRIMES DOS REIS, DAS RAINHAS E DOS IMPERADORES ATRAVÉS DOS SÉCULOS.
Leia aqui > http://www.revistaartereal.com.br › uploads › 2014/02 ( ficheiro em PDF )
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
A doença nunca vem sem causa
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
O Sinal de Santificação
Introdução
Deus disse aos israelitas, por intermédio do profeta Ezequiel: «E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles: para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica» (20:12).
Por estas palavras vemos que o Sábado não é só um memorial da criação. É também um sinal de santificação. O mesmo será dizer um sinal de regeneração, de conversão e novo nascimento. Aqueles que se recusam a santificar o Sábado, ainda que se digam cristãos, não compreenderam o vasto alcance do seu significado e simbolismo em todo o plano da redenção. Porque o Sábado está ligado tanto à obra da criação como à da recriação ou regeneração. Tanto uma como a outra operadas pelo mesmo Senhor.
1. Sinal de Repouso Espiritual
Além de servir como dia de descanso físico e para retempero das nossas energias, despendidas durante uma semana de trabalho, o Sábado é também um sinal de descanso espiritual. (Ver Mat. 11:28-29; Heb. 4:4-11). Aqueles que estão em paz com Deus, não se sentem sob constante pressão face aos afazeres desta vida presente. Sentirão o espírito desprendido para gozar da comunhão com Deus no Seu santo dia. Aquilo que têm a fazer é relegado para segundo plano, a fim de buscarem a Deus e a Sua justiça (Mat. 6:33). E ao fazerem isto não se sentirão decepcionados, antes pelo contrário, sentir-se-ão realizados e felizes por encontrarem o verdadeiro objectivo e sentido da vida. Estão-se preparando para a eternidade e tudo o que se relaciona com essa preparação os faz viver felizes e contentes, bem como em completa paz.
Quem aceitou Cristo como seu Salvador e Senhor, mudou de amo. O seu amo anterior estava empenhado em escravizá-lo no pecado, nas diversões mundanas e ruidosas, bem como na obsessão das coisas materiais. Não lhe deixava tempo para passar alguns momentos a sós com Deus. Agora que o seu novo amo é o Senhor Jesus, Ele o dirigirá «a águas tranquilas» (Sal. 23:2). Passará a sentir prazer em ter um encontro semanal com Deus, porque encontrou repouso para a sua alma no perdão dos seus pecados. O Senhor que o perdoou é também o Senhor do Sábado. E como tal o repouso do perdão está ligado ao repouso do Sábado. Bem-aventurados aqueles que obtêm este repouso. Os tais nunca lamentarão ou sentirão o repouso sabático como um fardo, mas antes como uma lembrança feliz do repouso que obtiveram quando sentiram estar perdoados dos seus pecados.
A obediência é um testemunho exterior da nossa aceitação de Cristo. É o resultado da nossa nova vida em Cristo. E nada melhor do que a observância do Sábado para indicar essa nova vida em Cristo, o qual é um sinal de santificação entre nós e Deus, o Criador. Sinal de santificação significa que fomos salvos, perdoados, santificados por Deus em Cristo Jesus.
2. O Teste Final
Imediatamente antes de Cristo vir à Terra, Satanás empenhar-se-á, com todas as suas forças, no sentido de prender nas suas malhas o maior número possível de seres humanos, homens, mulheres, jovens e crianças. Mediante engano, subterfúgio, ilusão, engodo e até prodígios no céu e na Terra levá-los-á a rejeitar todos os princípios divinos, enquanto pensam estar a rejeitar os princípios satânicos (Mat. 24:24). Ao mesmo tempo leva-os a abraçar, com toda a lealdade, os princípios por ele mesmo formulados. E aqueles que não se deixarem enganar serão marcados como desleais para com Deus e as autoridades, tanto nacionais como regionais ou locais. Será um tempo de grande provação. Os escolhidos do Senhor não terão qualquer evidência palpável de terem a protecção ou a presença de Deus com eles. Precisam de agir pela fé. Confiando inteiramente nas promessas de Deus não se conformarão às exigências das autoridades terrenas, porque sabem que se o fizessem estariam a conformar-se com os reclamos de sua majestade satânica. Sabem que não podem, de modo algum, trair o seu Senhor numa altura tão pejada de interesses eternos para todos os viventes terrestres. Compreendem, melhor do que nunca, que é preferível a morte a transgredirem qualquer dos santos mandamentos de Deus.
Mas todo esse esforço satânico se concentrará, preferentemente, no quarto mandamento – o mandamento que ordena a santificação do sétimo dia da semana como «o Sábado do Senhor, teu Deus» (Êxodo 20:10). E isto porque este é o mandamento que apresenta o Criador como o único Deus verdadeiro, e como tal o único a ter direito à adoração e homenagem das Suas criaturas. É o mandamento que contém o selo do Deus vivo, o qual identifica os que o guardam como filhos e filhas de Deus. E como tal os únicos a terem direito a entrar na cidade celestial pelas portas (Apoc. 22:14). «Declarai o que Deus disse com relação à mentira, à transgressão do Sábado, ao roubo, à idolatria e a todos os outros males. ‘Os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus’. (Gál. 5:21).» (Obreiros Evangélicos, p. 502).
«Não está longe o tempo quando virá a prova a cada alma. A observância do falso sábado será imposta sobre todos. A controvérsia será entre os mandamentos de Deus e os mandamentos dos homens. Os que, passo a passo, se têm rendido às exigências mundanas e se conformado a costumes mundanos, render-se-ão então aos poderes existentes em vez de se sujeitarem à irrisão, ao insulto, às ameaças de prisão e morte. Nesse tempo o ouro será separado da escória. A verdadeira piedade será claramente distinguida da piedade aparente e fictícia. Muitas estrelas que temos admirado pelo seu brilho tornar-se-ão trevas. Os que têm cingido os ornamentos do santuário, mas não estão vestidos com a justiça de Cristo, aparecerão então na vergonha da sua própria nudez.» (Profetas e Reis, p. 188).
«A questão do Sábado será o ponto de controvérsia no grande conflito em que o mundo todo tomará parte.» (Ellen G. White, Manuscrito 88, 1897).
«O Sábado do quarto mandamento é a prova para este tempo, ...» (Evangelismo, p. 213).
3. Sinal de Repouso Celestial
O Sábado é ainda um sinal do repouso celestial. «Portanto resta ainda um repouso para o povo de Deus» (Heb. 4:9). Os que guardam o Sábado, aqui e agora, estão a preparar-se para o repouso celestial, porque com o repouso sabático presente, estãose desprendendo dos cuidados desta vida, para se fixarem nas coisas celestiais. E só os que assim agora procederem estarão aptos a apreciar as delícias da eternidade. Os que se recusam a submeter a Deus, observando o Seu santo Sábado, não achariam nada atraente a atmosfera celestial. Sentir-se-iam aí enfadados, por estarem privados das coisas que agora estimam e têm por satisfação suprema.
Deus não pretende nem pode levar para o Seu reino aqueles que agora recusam os princípios que aí governam. Ter vida eterna e imortal é para aqueles que aceitam as condições divinas. Se a vida presente está cheia de condições para tudo, porque nos admirar que haja condições para a vida eterna?
Se o Sábado foi dado apenas para os judeus, como muitos pretensos cristãos afirmam, então também o foram os outros mandamentos, tais como: «Não matarás, não furtarás, não adulterarás», etc. Nesse caso tais mandamentos não são de valor algum para os cristãos, não é verdade? São uns iludidos os que pensam poder ter a vida eterna e não obstante desobedecerem a um mandamento do Senhor.
Há hoje pessoas que se dizem cristãs e que estão no mesmo dilema em que se encontravam os judeus no tempo de Cristo:
- Eles pensavam que a salvação era somente para os judeus.
- Tais cristãos pensam que o Sábado foi somente para os judeus.
Ora nós sabemos que tanto a salvação como o Sábado são para todos os povos, sem excepção, para todo aquele que crer em Cristo como seu Salvador e Senhor.
O Sábado é uma verdade de origem divina. Aceitá-lo significa aceitar o Senhor que o originou. Rejeitá-lo significa rejeitar o Senhor Jesus. Portanto, da sua aceitação ou rejeição depende o nosso futuro eterno, pois Jesus Cristo mesmo disse: «Quem me rejeitar e as minhas palavras, também eu o rejeitarei (negarei) diante de meu Pai que está nos céus» (Marcos 8:38; Lucas 9:26).
Conclusão
O poder que Deus manifestou em trazer à existência, do nada, tudo quanto existe, é o mesmo que pode transformar uma vida depravada em vida santificada. O indivíduo, que assim foi transformado, reconhece a sua dependência d’Aquele que assim o transformou, passando a viver segundo os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Só o indivíduo que foi assim transformado está apto a observar o Sábado, que evidencia ou é símbolo da sua santificação. Por seu lado, Deus reconhece tal indivíduo como Seu e coloca sobre ele o Seu selo de aprovação. «Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus e, qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da iniquidade» (II Tim. 2:19).
(Manuel Nobre Cordeiro).
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
O levantar do véu...
O jovem, alegre e despreocupado, quando abandonou a mansão paterna, pouco imaginou a dor e saudade deixadas no coração do pai. Quando dançava e folgava com os companheiros devassos, pouco meditava na sombra que caíra sobre a casa paterna. E agora, enquanto percorre o caminho de volta, com cansados e doloridos passos, não sabe que alguém aguarda a sua volta. Mas “quando ainda estava longe” o pai distingue o vulto. O amor tem bons olhos. Nem o definhamento causado pelos anos de pecados pode ocultar o filho aos olhos do pai. “E se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço” num abraço terno e amoroso. Lucas 15:20. {PJ 104.1}
O pai não permite que olhos desdenhosos vejam a miséria e as vestes esfarrapadas do filho. Toma de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e lança-o em volta do corpo combalido do filho, e o jovem soluça seu arrependimento, dizendo: “Pai, pequei contra o Céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho.” Lucas 15:21. O pai toma-o consigo e leva-o para casa. Não lhe é dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. É um filho que deve ser honrado com o melhor que a casa pode oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas. {PJ 104.2}
O pai diz aos servos: “Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.” Lucas 15:22-24. {PJ 104.3}
Em sua irrequieta juventude, o filho pródigo considerava o pai inflexível e austero. Que diferente é sua concepção dele agora! Assim também os engodados por Satanás consideram Deus áspero e severo. Vêem-nO esperando para os denunciar e condenar, como se não tivesse vontade de receber o pecador enquanto houver uma desculpa legítima para não o auxiliar. Consideram Sua lei uma restrição à felicidade humana, jugo opressor de que se alegram em escapar. Todavia o homem cujos olhos foram abertos por Cristo, reconhecerá a Deus como cheio de compaixão. Não lhe parece um tirano inexorável, mas um pai ansioso por abraçar o filho arrependido. O pecador, com o salmista, exclamará: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.” Salmos 103:13. {PJ 104.4}
Na parábola não é acusada nem censurada a má conduta do filho pródigo. O filho sente que o passado está perdoado, esquecido e apagado para sempre. E assim fala Deus ao pecador: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem.” Isaías 44:22. “Porque perdoarei a sua maldade e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados.” Jeremias 31:34. “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” Isaías 55:7. “Naqueles dias e naquele tempo, diz o Senhor, buscar-se-á a maldade de Israel e não será achada; e os pecados de Judá, mas não se acharão.” Jeremias 50:20. {PJ 104.5}
Que segurança da voluntariedade de Deus em receber o pecador arrependido! Escolheste, caro leitor, teu próprio caminho? Vagaste longe de Deus? Aspiraste desfrutar os frutos da transgressão, só para vê-los desfazerem-se em cinzas nos lábios? E agora que os teus bens estão dissipados, teus planos malogrados e mortas as tuas esperanças, estás solitário e desolado? Agora, aquela voz que te falou longamente ao coração, mas para a qual não atentaste, chega a ti clara e distinta: “Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente.” Miquéias 2:10. Volta ao lar do Pai. Ele te convida, dizendo: “Torna-te para Mim, porque Eu te remi.” Isaías 44:22. {PJ 105.1}
Não dê ouvidos à sugestão do inimigo, de permanecer afastado de Cristo até que se faça melhor, até que você seja bastante bom para ir a Deus. Se esperar até lá, nunca você irá a Ele. Se Satanás te apontar as vestes imundas, repete a promessa de Jesus: “O que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37. Dize ao inimigo que o sangue de Cristo purifica de todo o pecado. Faze tua a oração de Davi: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.” Salmos 51:7. {PJ 105.2}
Levante-se e vá ter com seu Pai. Ele irá ao seu encontro quando ainda estiver longe. Se aproximar-se um passo que seja, em arrependimento, Ele se apressará para cingi-lo com os braços de infinito amor. Seu ouvido está aberto ao clamor da alma contrita. O primeiro anseio do coração por Deus Lhe é conhecido. Jamais é proferida uma oração, por vacilante que seja, jamais uma lágrima vertida, por mais secreta, e jamais alimentado um sincero anelo de Deus, embora débil, que o Espírito de Deus não saia a satisfazê-lo. Antes mesmo de ser pronunciada a oração, ou expresso o desejo do coração, sai graça de Cristo para juntar-se à graça que opera na pessoa. {PJ 105.3}
Seu Pai celestial te tirará as vestes manchadas de pecados. Na bela profecia de Zacarias, o sumo sacerdote Josué, que estava em pé diante do anjo do Senhor, com vestimentas imundas, representa o pecador. E o Senhor disse: “Tirai-lhe estas vestes sujas. E a ele lhe disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de vestes novas. ... E puseram uma mitra limpa sobre sua cabeça e o vestiram de vestes.” Zacarias 3:4, 5. Assim Deus o vestirá de “vestes de salvação”, e o cobrirá com o “manto da justiça”. Isaías 61:10. “Ainda que vos deiteis entre redis, sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata, com as suas penas de ouro amarelo.” Salmos 68:13. {PJ 106.1}
Levá-lo-á à sala do banquete, e o Seu estandarte sobre você será o amor. Cantares 2:4. “Se andares nos Meus caminhos”, declara, “te darei lugar entre os que estão aqui”, mesmo entre os santos anjos que circundam Seu trono. Zacarias 3:7. {PJ 106.2}
“E, como o noivo se alegra com a noiva, assim Se alegrará contigo o teu Deus.” Isaías 62:5. “Ele Se deleitará em ti com alegria; calar-Se-á por Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo.” Sofonias 3:17. E o Céu e a Terra unir-se-ão ao Pai em cânticos de alegria: “Porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” Lucas 15:24. {PJ 106.3}
Até aqui, na parábola do Salvador, não há nota discordante para destoar a harmonia da cena de júbilo; agora, porém, Cristo introduz novo elemento. Ao voltar o filho pródigo, o primogênito estava “no campo”; e chegando-se à casa ouviu a música e a dança. Lucas 15:25. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que significavam essas coisas. Retrucou-lhe este: “Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar.” Lucas 15:27, 28. Este irmão mais velho não participara da ansiedade e expectativa do pai por aquele que se perdera. Não partilha por isso da alegria paterna pela volta do errante. Os cânticos de alegria não lhe inflamam contentamento ao coração. Pergunta a um servo pelo motivo da festa, e a resposta aviva-lhe o ciúme. Não quer entrar para dar as boas-vindas ao irmão perdido. O favor mostrado ao pródigo, considera-o um insulto a si próprio. {PJ 106.4}
Quando o pai sai para argumentar com ele, o orgulho e maldade de sua natureza são revelados. Expõe sua vida na casa paterna como um ciclo de serviço não reconhecido, e então contrasta de modo ingrato o favor mostrado ao filho que acabava de voltar. Demonstra que seu serviço era antes o de servo e não de filho. Ao passo que devia ter constante alegria na presença do pai, seus pensamentos estavam dirigidos aos lucros a serem acumulados por sua vida circunspecta. Suas palavras mostram que por essa razão se privou dos prazeres do pecado. Agora esse irmão deve partilhar das dádivas do pai, o filho mais velho julga que lhe fazem injustiça. Inveja a boa acolhida proporcionada ao irmão. Mostra claramente que se estivesse na posição do pai não receberia o pródigo. Nem mesmo o reconhece como irmão, porém dele fala friamente como “teu filho”. Lucas 15:30. {PJ 106.5}
Contudo, o pai tratou-o com brandura. “Filho”, diz ele “tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.” Lucas 15:31. Durante todos esses anos da vida dissoluta de teu irmão, não tiveste o privilégio de minha companhia? {PJ 107.1}
Tudo que podia favorecer a felicidade de seus filhos, estava-lhes à disposição. O filho não precisa esperar uma recompensa ou dádiva. “Todas as minhas coisas são tuas.” Só deves confiar em meu amor, e tomar o dom que é oferecido gratuitamente. {PJ 107.2}
Um filho rompera algum tempo com a família por não discernir o amor do pai. Mas agora voltara, e a onda de alegria varre todo pensamento perturbante. “Este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.” Lucas 15:32. {PJ 107.3}
Foi levado o irmão mais velho a ver seu espírito mesquinho e ingrato? Chegou a reconhecer, que embora o irmão tivesse agido impiamente, era, ainda e sempre, seu irmão? Arrependeu-se o irmão mais velho de seu amor-próprio e dureza de coração? Com referência a isso, Jesus guardou silêncio. A parábola ainda não terminara, e restava que os ouvintes determinassem qual seria o epílogo. {PJ 107.4}
Pelo irmão mais velho foram representados os impenitentes judeus contemporâneos de Cristo, como também os fariseus de todas as épocas, que olhavam com desprezo àqueles que consideravam publicanos e pecadores. Porque eles mesmos não caíram no mais degradante vício, enchiam-se de justiça própria. Jesus enfrentou essa gente ardilosa em seu próprio terreno. Como o filho mais velho da parábola, desfrutavam de especiais privilégios de Deus. Diziam-se filhos na casa de Deus, mas tinham o espírito de mercenários. Não trabalhavam movidos por amor, mas pela esperança de recompensa. A seus olhos, Deus era um feitor severo. Viam como Cristo convidava os publicanos e pecadores para receber livremente as dádivas de Sua graça — dádivas que os rabinos pensavam assegurar-se somente por trabalho e penitência — e ofenderam-se. A volta do filho pródigo, que encheu o coração paterno de alegria, provocava-lhes o ciúme. {PJ 107.5}
Na parábola, a intercessão do pai junto do primogênito era o terno apelo do Céu aos fariseus. “Todas as Minhas coisas são tuas” — não como salário mas como dádiva. Como o pródigo, somente podeis recebê-las como concessões imerecidas do amor paterno. {PJ 107.6}
A justiça própria conduz os homens não somente a representar a Deus falsamente, como os torna impiedosos e críticos para com seus irmãos. O filho mais velho, em seu egoísmo e inveja, estava pronto a observar o irmão, criticar todas as suas ações, e culpá-lo da menor falta. Acusaria todo engano e exageraria quanto possível todo ato errado. Desse modo pretendia justificar seu espírito irreconciliável. Muitos fazem hoje o mesmo. Enquanto a pessoa enfrenta a primeira luta contra um turbilhão de tentações, estão ao lado de zombeteiros, obstinados, reclamando e acusando. Podem professar ser filhos de Deus, mas manifestam o espírito de Satanás. Por seu procedimento para com os irmãos, estes acusadores se colocam onde Deus não pode fazer brilhar a luz de Seu semblante. {PJ 108.1}
Quantos não perguntam constantemente: “Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus altíssimo? Virei perante Ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-Se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite?” Miquéias 6:6, 7. Mas “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” Miquéias 6:8. {PJ 108.2}
Esse é o culto que o Senhor escolheu: “Que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo... e não te escondas daquele que é da tua carne.” Isaías 58:6, 7. Quando vos considerardes pecadores salvos unicamente pelo amor do Pai celestial, então tereis amor e compaixão por outros que sofrem no pecado. Então não mais defrontareis a miséria e o arrependimento com ciúme e censura. Quando o gelo do amor-próprio se derreter de vosso coração, estareis em simpatia com Deus, e partilhareis de Sua alegria na salvação do perdido. {PJ 108.3}
Verdade é que professas ser filho de Deus; porém, se esta declaração for verdade, é “teu irmão”, que estava “morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado”. Lucas 15:32. Ele se acha ligado a ti pelos vínculos mais íntimos; porque Deus o reconhece como filho. Nega teu parentesco com ele, e mostrarás que és apenas mais um empregado na casa paterna, não um filho da família de Deus. {PJ 108.4}
Embora não te associes à recepção ao pródigo, a alegria prosseguirá, o restaurado tomará seu lugar ao lado do Pai e em Sua obra. Aquele a quem muito se perdoou, ama também muito. Tu, porém, estarás fora, nas trevas; pois “aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. 1 João 4:8. {PJ 108.5}


